“A Cultura do Barroco”, José A. Maravall

Resenha crítica
MARAVALL, José Antonio, “A Cultura do Barroco”, Edusp, São Paulo, 1997

Juliana Casagrande Parmezani de Barros
Aluna do 2º ano de Graduação do Curso de História da UNIFESP

Resenha realizada como parte da avaliação da UC Eletiva “De amor e trevas: modernidades, terrorismos e utopias” ministrada pela Profa. Dra. Ana Lúcia L. Nemi e pelo Prof. Dr. Rafael Ruiz do curso de história da Universidade Federal de São Paulo.

Guarulhos, 2009

Introdução
Nesta resenha pretendo discutir a obra A Cultura Barroca, de José Antonio Maravall, relacionando o segundo capítulo, Uma Cultura Dirigida, a dois temas abordados nas aulas do curso “De amor e Trevas”: os processos de normatizações na modernidade e a questão da condução de mentes e corações pronunciada na atualidade através do “Príncipe Eletrônico”, ou seja, pela mídia.

O autor
O historiador e ensaísta espanhol José Antonio Maravall Casesnoves nasceu na cidade de Játiva em 1911. Estudou Filosofia, Letras e Direito na Universidade de Murcia e Ciências Políticas e Econômicas na Universidade Complutense de Madri, onde foi discípulo de José Ortega e Gasset. Foi professor na Espanha e no exterior, membro da Real Academia de História da Espanha, presidente da Associação Espanhola de Ciências Históricas e Doctor Honoris Causa pela Universidade de Toulouse. Maravall foi um historiador que exerceu profunda influência em quase todos os setores especializados da História, sendo reconhecido pela comunidade de historiadores de diversas procedências e especialidades como os de história econômica e também por cientistas sociais de matérias como sociologia, ciência política e psicologia.
Para Maravall, a história era uma construção humana que deveria aproximar-se de um método e ferramentas científicas. Ainda jovem, ficou fascinado com a descrição do homem por Max Schelar: “el único ser capaz de decir no a la realidad”. Nestes termos, o homem seria o único ser capaz de levantar falsos, capaz de construções tão complexas como a própria linguagem e as diferentes culturas. Daí percebemos a importância que Maravall dava a pensamentos utópicos enquanto projeção imaginativa de alternativas a realidade, bem como a importância que dava às palavras, às trocas léxicas e seus conteúdos semânticos novos, orientação historiográfica a qual também foi pioneiro.(1)
Considerado um dos maiores historiadores sobre o período do Antigo Regime, iniciou os estudos sobre a História das Idéias na Espanha e tem entre suas obras mais importantes pesquisas sobre a história do pensamento espanhol, sobre o pensamento político do renascimento, sobre a cultura barroca, pensamento militar, pensamentos utópicos, entre outros.

A Europa no século XVII (2)
A Europa passava por uma crise geral no século XVII. Podemos considerar como causas imediatas da crise que estourou nos anos 1640 a própria condição da sociedade européia da época que, devido a desorganização do trabalho e do comércio, gerava desemprego e miséria além da fragilidade das monarquias da época que não conseguiam conter as revoltas da população.
Uma resposta marxista para aquele momento de crise aponta uma crise de produção geral em toda a Europa, onde por trás das revoltas estaria a burguesia lutando contra um Estado arcaico e uma sociedade feudal. No entanto, caberia falar nesta época em sistema capitalista, sendo que este é um conceito desenvolvido após a Revolução Industrial?

A obra
Para Maravall, o Barroco aparece justamente em resposta a esta sociedade em crise. O autor faz um quadro dos conflitos e das tensões sociais, sendo a partir desta perspectiva que procura dar sentido a atividade cultural daquele momento: dirigida, massiva, urbana e conservadora. É também nessas quatro etapas que se divide o livro A Cultura Barroca, o qual procurarei fazer uma breve apresentação das características da cultura barroca antes de estabelecer as relações propostas na introdução.
No segundo capítulo, Uma Cultura Dirigida, o autor mostra como aquela cultura percebia o homem e a sociedade e de que maneira, utilizando-se de meios para manejar, dirigir e governar os grupos e indivíduos, buscou orientar seu comportamento. Dessa forma, a cultura do barroco seria um instrumento operativo com o objetivo de atuar sobre certos homens fazendo com que se comportassem de modo que potencializasse “a capacidade de autoconservação de tais sociedades”.(3) Por isso a preocupação em conhecer o homem profundamente, para poder conduzi-lo de acordo com os interesses das classes dirigentes e mantê-los integrados àquele sistema social.
Um dos pressupostos da cultura barroca era a crença na possibilidade de se apoderar do controle dos recursos humanos e aplicá-los na condução dos homens, impulsionando-os a objetivos que a sociedade aspirava. No entanto, para atraí-los para os objetivos que se pretendia, ou seja, para fazer com que concordassem com o sistema de interesses sociais, era fundamental que se procedesse de maneira adequada, e sobre esta maneira se constitui a tese central do livro: este procedimento deveria, nas palavras do francês Jean de la Taille “suscitar e sensibilizar maravilhosamente os afetos de cada um”.(4) Nisso se resume a grande razão do Barroco: na eficácia em comover os afetos, em tocar o homem a partir de dentro.
Segundo o autor, o século XVII teria assistido ao primeiro apogeu demográfico da história moderna, havendo o desenvolvimento de uma mentalidade e de modos de vida de caráter massivo o que pode ser notado pelos recursos de ação massiva utilizados na época, como por exemplo os textos e procedimentos cênicos do teatro, o recurso à imprensa e a política de repressão dos Estados. Dando o tema do terceiro capítulo, Uma Cultura Massiva, o historiador revela que aquela cultura dirigia-se às massas, submetendo-as a instrumentos de ação massiva criada pelo Barroco, a primeira cultura que se serve desses recursos para controlar a sociedade.
No quarto capítulo, trata-se a característica urbana da cultura barroca. O seu lugar principal era a cidade. Aquele momento já passava por uma fase onde se podia distinguir o meio rural e o meio urbano. Surgia a cultura da cidade que inclusive exercia influência sobre as zonas rurais mais próximas, configurando-se uma cidade-capital muito populosa a qual acompanhou a chegada do barroco sob a forma de festas, espetáculos, honras, cortejos etc.
O quinto capítulo revela o aspecto conservador do Barroco pela preocupação que se tinha em manter as coisas na ordem em que estavam, prevenindo ao máximo o sistema vigente que qualquer coisa que pudesse ameaçá-lo. O absolutismo se levantava para impedir mudanças sociais e políticas e manter energicamente os quadros estamentais da sociedade.

Relações do dirigismo Barroco com processos de normatização na modernidade e a condução de mentes e corações na contemporaneidade
A questão central da obra de Maravall em A Cultura Barroca foi mostrar que houve a condução da sociedade em direção aos interesses que as classes dominantes aspiravam, mas de uma maneira diferente: utilizou-se uma série de recursos previa e detalhadamente estudados na pretensão de suscitar e sensibilizar maravilhosamente os afetos de cada um.(5)
A cultura do Barroco foi um instrumento operativo que tinha a finalidade de conduzir os homens e mantê-los integrados na sociedade, era um programa de ação que pensava sobre os homens considerados coletivamente. O homem comum do século XVII via a possibilidade de alterar o funcionamento de alguns aspectos da sua condição de vida e se julgasse necessário exigiria tais mudanças aos seus governantes. Mesmo como o redimensionamento destas pretensões de reforma no século XVII, ainda assim não se perdia a confiança na força de mudança da ação humana.(6) Por isso entendo que os governos tinham receio da força transformadora do homem, por isso a condução, a dirigência que buscava comover as pessoas para atraí-las ao seu sistema, considerando a importância da opinião pública fundamental para que o projeto político prosperasse.
O homem barroco, como o homem contemporâneo, buscava o sucesso e a felicidade, aliás, são pretensões recorrentes na história da humanidade de maneira geral. Chamo atenção para a questão do método nesta busca do Barroco. Os escritores escolhiam a conduta individual para convencer os demais a aderirem ao sistema de relações que tinha no sucesso e na felicidade o seu objetivo comum. Considerando que a cultura barroca era um sistema de base mais ou menos indutiva e ordenada pela moral e pela prudência, ao escolher um modelo de conduta específico, criou-se um pragmatismo no modo dos homens se conduzirem que conferia um caráter mecanizado àqueles valores.
Existem algumas aproximações de métodos e objetivos entre o homem barroco e o homem contemporâneo onde pretendo estabelecer relações com os processos de normatizações dados na modernidade, especificamente com os totalitarismos dos anos 1920 e 1930.
O termo totalitarismo apareceu nos anos 1920 na Europa quando se pretendiam governos totais para sociedades uniformes. Foi um momento de vulnerabilidade das democracias liberais que se enfraqueciam na medida em que os totalitarismos se firmavam. O contexto era de crise geral originada com o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929, o que trouxe desemprego e miséria para grande parte das sociedades europeias, provocando uma insatisfação profunda com as democracias liberais. Os procedimentos democráticos, como o voto, por exemplo, dividiam o corpo social, enfraquecendo-o. Nessa lógica, as nações seriam fracas porque eram divididas; não haveria consenso no regime liberal democrático, pois havia fragmentação da sociedade.
Assim, a sociedade só seria forte do ponto de vista totalitário, onde todos seriam iguais dentro dos projetos da nação, ou seja, para evitar tensões e fragmentações o homem só existia enquanto membro da coletividade, não como individuo, o que configurou a concretização mais extrema dos projetos de normatização herdados do Iluminismo na modernidade. Apesar das evidentes particularidades dos regimes totalitários, como no barroco, criou-se um sistema de mecanização da conduta da vida dos homens, que sequer reconhecia o valor do homem enquanto indivíduo.(7)
Evidentemente, não tomo este como único exemplo possível das projeções de normatização iniciadas com a Revolução Francesa e menos ainda considero o legado Iluminista totalmente negativo, critico pontualmente uma dimensão desta doutrina: as projeções de homogeneização da sociedade que de certo modo condicionaram o surgimento de modelos políticos autoritários e genocidas.

Agora retorno ao ponto onde relacionava o dirigismo barroco do século XVII à condução do pensamento das pessoas na contemporaneidade. Mas antes é importante mencionar que reconheço que é um período muito extenso para estabelecer esse tipo de comparação, contudo, vejo que há algum sentido, visto que revelam estruturas semelhantes apesar das características muito próprias de cada período.
O Barroco procurou “corrigir” o homem com a razão e com a arte, e é sobre esta que pretendo me colocar. Reconhecia-se na educação uma via eficaz para propagar a cultura da sociedade barroca. Através dela, a persuasão ideológica se convertia num modo essencial do exercício da autoridade, onde a ação dos grupos dominantes operava livremente controlando assim a opinião pública, principalmente quando as crises mais agudas ameaçavam a sua posição.
Porém, eram os poetas que atuavam mais fortemente sobre a opinião pública, moldando-na como bem queriam, e, muitas vezes, a serviço das autoridades. Isso consiste em uma ligação da poesia e da arte com o poder, já que a difusão dos padrões da literatura e da arte barroca partia dos centros de poder social até os lugares mais distantes.(8) A concepção de arte no século XVII tinha enorme influência da Retórica de Aristóteles que caracterizava a arte como um elemento de persuasão:
“A arte não é senão uma técnica, um método, um tipo de comunicação ou de relação; e, mais precisamente, é uma técnica da persuasão que deve ter em conta não apenas as próprias possibilidades e os próprios meios, mas também as disposições do público ao qual se dirige. A teoria dos afetos, exposta no segundo livro da Retórica, chega a ser assim um elemento na concepção da arte como comunicação e persuasão.”(9)

Assim, percebe-se como o comportamento se conformou a partir do “método da retórica”, o aspecto mais característico da cultura Barroca. Por este meio, canalizava-se “as forças irracionais dos homens” dominando seus movimentos afetivos para os fins pretendidos.(10) Cabe aqui realçar que este autoritarismo e controle que marca o Barroco esperava a aceitação do público, o qual, segundo Maravall, se encontrava predisposto a ser persuadido.(11) O dirigismo Barroco procurava comover o homem, afetá-lo, de modo que concordasse com a opinião desejada por sua própria vontade, e não pelo entendimento dado por evidências demonstrativas.(12) Ao suscitar as afeições da sociedade, ela seguiria os projetos que se pretendiam por esta ser a sua vontade, maior preocupação política de que se ocupavam os governos e que, dá-se a entender, obteve êxito em meio à crise do século XVII.
Empregando a temática do dirigismo na atualidade, parece que a sua melhor tradução está na mídia, a formadora mais influente das mentes e corações de hoje. A mídia veicula críticas contumazes de ineficiência ao Estado, atribuindo a ele os problemas das gestões, o que enfraquece o Estado na mesma proporção que fortalece as grandes corporações privadas das quais faz parte. A ideia de que é possível uniformizar as interpretações vem sendo resignificada pela mídia. Ela assume grandes níveis de influência, pois, como mostra Hannah Arendt,(13) o debate, pressuposto da democracia, foi perdido.
A filósofa alemã afirma que algo impede a prática política das sociedades republicanas democráticas de modo geral. Para ela, um motivo seria a adoção de um governo republicano apolítico que dá ênfase ao aspecto organizacional do poder (é de preocupação essencialmente administrativa, onde se encaixa o sistema partidário adotado na Revolução Americana, por exemplo). Partindo do princípio de que o lugar da política é o lugar do compromisso com a reflexão que só pode ser feita com tempo, espaço e dedicação, torna-se evidente o porquê já não há mais lugar para ela nas sociedades atuais. A tradição dos debates se perdeu, agora os homens falam às massas, às quais se encaixam perfeitamente nas pretensões uniformizadoras do “Príncipe Eletrônico”.
A expressão se justifica como uma alusão ao Príncipe, de Nicolau Maquiavel, obra sobre doutrina política publicada em 1532 que ensinava ao soberano como conservar o poder e evitar a divisão social, ainda que isso demandasse o uso das aparências e da força. O termo é também uma referência ao Príncipe Moderno, de Antonio Gramsci, onde o autor italiano expressa uma concepção do Estado capitalista que exerce o poder tanto mediante a força pela sociedade política (instituições políticas e constitucionais), quanto pelo consentimento da sociedade civil (na economia privada ou não estatal).
As estruturas de comunicação contemporânea são profundamente marcadas pela globalização que exerce um enorme controle nas formas de agir e de pensar da sociedade. Elas trazem os interesses de grandes grupos de poder econômico que, através da veiculação de mensagens unificadas em escala mundial, tentam modelar as consciências e exercer um controle social sobre os indivíduos, promovendo os valores e o modo de vida capitalista. Diante disso, a causa desta influência na vida das pessoas pode ser aproximada à influência das artes no Barroco, no sentido em que lá se admite que a sociedade estava disposta a aceitar a persuasão das classes dirigentes?

“O poder e a força das novas tecnologias de mídia condicionam mudanças, criam e destroem valores e atuam como um poderoso instrumento político e econômico e por isso faz-se necessário uma atitude critica e mesmo uma mobilização da sociedade organizada no sentido de resgatar a função democrática da mídia de oferecer informação, reflexão e entretenimento com transparência e imparcialidade.”(14) .
Conclusão
Da leitura de Maravall depreende-se que o dirigismo barroco teve êxito, ou seja, contornou a crise do século XVII. O barroco era a crise e a resposta para a crise. Pode ser considerada uma conjuntura bastante semelhante a de “crítica e crise” que as tensões contemporâneas revelam. A questão colocada é a de que no Barroco a crise era manejada de forma diferente.
Como vimos, na cultura barroca a aliança entre os poderes do Estado e da Igreja eram ligados à arte que conduzia os sentimentos dos homens. Mas não apenas o dirigismo se dava de modo explícito, como a própria crise em que viviam também era, acredito, exposta, buscando-se amenizar suas consequências na tentativa conviver da melhor forma com ela. Na contemporaneidade é diferente, a crise sistêmica(15) é evidente, todavia, não é admitida ou reconhecida. Talvez se a crise fosse concebida como inerente à realidade social, não fosse solucionada definitivamente – como a própria definição que acabo de sugerir pressupõe – mas, talvez, conseguíssemos estabelecer relações sócio-políticas, por exemplo, menos assimétricas. Explico como.
Talvez devêssemos assumir que não se pode alcançar níveis de igualdade e justiça ideais, mas podemos chegar muito perto disso com outros ideais que não sejam aqueles de perfeição introduzidos pelo Iluminismo e que o homem contemporâneo traz consigo até hoje redimensionados para além do âmbito do conhecimento e da felicidade completa. Não se trata de uma postura elitista ou conservadora, ao contrário. Trata-se de uma outra perspectiva para tentar administrar os problemas que se mostram tão urgentes atualmente, e que, no limite, aparecem traduzidos na forma de ataques terroristas, catástrofes premeditadas que ninguém consegue refrear.
Portanto, sugiro a construção de novas utopias, que pensem na construção de uma nova sociedade, que empolgue multidões com maneiras mais harmônicas e solidárias do que as utopias iluministas liberais e socialistas puderam realizar. Nela seria fundamental o cultivo de valores transcendentais, pois, assim como o homem, a sociedade não pode se limitar apenas ao cultivo de valores econômicos, materiais e instrumentais. Sobretudo, o futuro da nossa sociedade depende da própria vontade e iniciativa do homem e da sua disposição em agir para mudar a realidade. Precisamos arriscar sermos sem sentido e sem certezas, aceitar que o homem é contraditório para abrir um espaço de construção de outras formas sociais adequadas às condições reais em que vivemos.
Como no Barroco, a arte pode moldar sentimentos individuais, educar os afetos e as emoções, mas claro, antes de maneira autônoma que dirigida. Reconhecendo a potência em afetar e ser afetado pela arte se pode promover uma percepção mais ampla do mundo que então poderá ser recriado à nossa maneira. A arte é o caminho, num jogo que também é ético e que também é político.

Bibliografia

MARAVALL, JOSE ANTONIO. A cultura do Barroco. Análise de uma estrutura histórica. 1.ed. São Paulo: EDUSP, 1997, 418 p.
TREVOR-ROPER, H. Crise do século XVII: religião, a reforma e mudança social. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007, 699 p.
ARENDT, Hannah, Da Revolução: a tradição revolucionária e seu tesouro perdido, São Paulo: Ed. Ática, 1998.

Linkografia

NAUROSKI, E. A. O Príncipe Eletrônico: a mídia e os seus processos, estruturas e interfaces no relacionamento social, econômico, político e cultural. Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: . Acesso em: 25/09/2009.

IGLESIAS, C. El legado de José Antonio Maravall. El País. http://www.elpais.com/articulo/opinion/MARAVALL/_JOSE_ANTONIO/legado/Jose/Antonio/Maravall/elpepiopi/19961219elpepiopi_6/Tes. Acesso em: 24/09/2009.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) IGLESIAS, C. El legado de José Antonio Maravall. El País. http://www.elpais.com/articulo/opinion/MARAVALL/_JOSE_ANTONIO/legado/Jose/Antonio/Maravall/elpepiopi/19961219elpepiopi_6/Tes. Acesso em: 24/09/2009.
(2) TREVOR-ROPER, H. Crise do século XVII: religião, a reforma e mudança social. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007, 699 p.
(3) MARAVALL, 1997, p. 120.
(4) MARAVALL, 1997, p. 135.
(5) MARAVALL, 1997, p. 135.
(6) MARAVALL, 1997, p. 120.
(7) Nesta colocação cabe um comentário, talvez desconjundo, mas que considero pertinente. Durante o curso discutimos muitas vezes a questão de não se fazer críticas essencializantes, enfatizando a importância em se considerar a contingência das circunstâncias, ou seja, em tentar explicar os processos históricos com críticas aos projetos articulados aos interesses e experiências dos homens. De fato, acredito que seja realmente a melhor maneira de se fazer História. No entanto, as críticas aos projetos em si não precisam ser totalmente invalidadas, visto que sua análise tem muito a dizer sobre a realidade, mesmo que não dialogue com ela diretamente.
(8) MARAVALL, 1997, p. 142.
(9) La Retórica e l’Arte barroca, cit., p. 11,13. MARAVALL, 1997, p. 145.
(10) MARAVALL, 1997, p. 148.
(11) MARAVALL, 1997, p.145.
(12) MARAVALL, 1997, p.150.
(13) ARENDT, Hannah, Da Revolução: a tradição revolucionária e seu tesouro perdido, São Paulo: Ed. Ática, 1998.
(14) NAUROSKI, E. A. O Príncipe Eletrônico: a mídia e os seus processos, estruturas e interfaces no relacionamento social, econômico, político e cultural. Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: . Acesso em: 26/09/2009.

(15) Pois acredito que as crises política, ambiental, energética, financeira, não podem ser vistas de forma isolada.

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