Leitura e re-leitura de Ortega y Gasset na concepção de Hélio Jaguaribe.

Maria Emilia Prado.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro

O contato dos intelectuais brasileiros com as idéias formuladas no mundo hispânico foi, até boa parte do século XX, extremamente, fortuito e por vezes inexistente, uma vez que a intelectualidade brasileira voltava-se para a produção francesa e inglesa com alguma influência da Alemanha (Filosofia e posteriormente Sociologia). As teses sobre o iberismo, por exemplo, tão polêmicas na América Espanhola desde o século XIX, passaram praticamente despercebidas no Brasil.
Essa situação começou a se alterar, ainda que lentamente, a partir da década de 1920, momento em que o intercâmbio com o mundo hispano-americano começou a ser efetivado. Nessas circunstâncias, não pode causar estranhamento a influência tardia e principalmente rarefeita do pensamento Orteguiano no Brasil. Apenas a partir da década de 1930, que a presença de Ortega y Gasset começou a se fazer presente de modo mais sistemático, e suas idéias passaram a encontrar ressonância no cenário intelectual brasileiro. Dentre os intelectuais que reconhecem a importância de Ortega y Gasset em sua formação está Hélio Jaguaribe. Responsável pela criação do “grupo de Itatiaia”, que reuniu no início dos anos de 1950 na cidade do mesmo nome intelectuais do Rio de Janeiro e de São Paulo com a finalidade de refletirem sobre o Brasil.
Esse texto pretende revisitar o pensamento de Ortega y Gasset através da análise realizada por Hélio Jaguaribe, em especial no prólogo que escreveu a edição brasileira feita pela UNB de dois importantes ensaios Orteguianos- História como Sistema e Mirabeau ou o Político.
Na América Hispânica a denominada “geração de 1915” (marcada pelas adversidades geradas a partir da primeira grande guerra, bem como pela geração espanhola de 1914, que tem a figura de Ortega y Gasset como expoente)foi fortemente influenciada pelo pensamento orteguiano. As déias, conceitos e concepções de Ortega serviram para que os intelectuais empreendessem a crítica ao positivismo. Dentre os membros mais destacados dessa geração estão Antonio Caso, José Vasconcelos e Alfonso Reyes (no México), Coriolano Alberini ( na Argentina) e Víctor R. Haya de la Torre (no Peru.
Ainda que geração a 1915 tivesse recebido influência dos intelectuais do século XIX bem como de seus coetâneos, foram as idéias de Ortega quem serviu para subsidiar a reflexão acerca da temática, sempre presente, da identidade latino-americana. O pensamento raciovitalista de Ortega y Gasset suas teorias acerca das circunstâncias bem como o perspectivismo foram utilizadas como estandartes quando estava em discussão a temática da independência cultural iberoamericana. De 1916, data de sua primeira estadia na Argentina, convidado pela Faculdade de Filosofia da Universidade de Buenos Aires, passando pelo momento de surgimento da Revista do Ocidente até o seu auto-exílio, (1939), quando retornou a Argentina, a Filosofia de Ortega se fez presente no cenário intelectual hispano-americano sempre tão preocupado com a formulação de um projeto intelectual comum bem como a retomada dos valores indígenas na definição dessa identidade.
No caso do Brasil, a chegada de Ortega- filosofia, concepções e conceitos- ocorreu bem mais tarde. É no panorama político e intelectual da década de 1930 que a produção orteguiana desembarca. A partir de então um conjunto de intelectuais terá em Ortega uma fonte de inspiração e um guia para suas inquietações nos domínios da política, da filosofia e da história. Dentre os que reconhecem a dívida para com Ortega em seu processo de formação está Hélio Jaguaribe(1) , a quem coube realizar a Introdução à publicação feita pela UNB de dois textos de Ortega inéditos em língua portuguesa: a história como sistema e Mirabeau ou o Político.
Hélio Jaguaribe de Mattos nasceu no Rio de Janeiro, em 1923, tendo cursado Direito na Pontifície Universidade Católica. Interessado, fundamentalmente, nas temáticas do desenvolvimento e da integração latino-americana liderou o grupo de intelectuais que em reuniões realizadas na cidade fluminense de Itatiaia (o que fez com que fosse conhecido pela denominação de “Grupo de Itatiaia”) estudava temas ligados aos problemas da realidade brasileira. Dessas reuniões surgiu o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (IBESP). Mais tarde, já no governo JK foi criado o ISEB O Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) também com a finalidade de estudo, ensino e divulgação das ciências sociais. Objetivava-se, também, que os dados e as categorias aí formuladas servissem para análise e compreensão crítica do Brasil e pudessem contribuir para a promoção do desenvolvimento nacional. Os principais intelectuais ligados ao ISEB eram os filósofos R. Corbusier, Michel Debrun e Álvaro Vieira Pinto; o sociólogo Guerreira Ramos; os economistas Ignácio Rangel, Rômulo de Almeida e Ewaldo Correia Lima; o historiador Nelson Werneck Sodré e os cientistas políticos Hélio Jaguaribe e Cândido Mendes de Almeida.
Em diversos momentos reconheceu Jaguaribe o papel decisivo de Ortega em sua formação:

A outra grande influência, que me abriria as portas para a grande cultura de nosso tempo, foi a de Ortega y Gasset. Li, praticamente, toda a obra de Ortega com quem , posteriormente, tive o prazer de um grande encontro em Madrid. Fascinado por Ortega, com cujas idéias conservo grande afinidade, fui por ele conduzido a conhecer o pensamento alemão desse grande período que vai dos últimos decênios do século XIX até os ano de 30 e a tragédia do nazismo.. Ortega e o culturalismo alemão me fizeram abandonar as idéias econômicas de Marx e o materialismo histórico, embora conserve, como já mencionei, grande apreço pela obra do jovem Marx.”(2) .

Para analisar a realidade brasileira Jaguaribe valeu-se da história e para ele os sujeitos históricos fundamentais seriam os grupos sociais. Situando-se ao lado de intelectuais como Capistrano de Abreu, Euclides da Cunha, Silvio Romero, Gilberto Freyre, Oliveira Vianna e tantos outros intelectuais que realizaram suas análises a partir do enfoque teórico-metodológico analítico diferentemente da linhagem iniciada por Varnhagem e prosseguida por Pedro Calmon, Hélio Vianna e outros cuja preocupação voltava-se para a análise das individualidades, das correntes ideológicas e políticas mais em acordo com a perspectiva metodológica do historicismo.
Jaguaribe apreendeu através de Ortega o gosto pela perspectiva de conjunto e a necessidade de perceber a dinâmica histórica através de uma morfologia explicativa. Será, portanto, como discípulo que Jaguaribe que no prólogo denominado “Ortega: circunstância e pensamento” retomará a obra orteguiana, segundo ele mesmo, “a partir de um patamar de experiências e de uma perspectiva de trinta anos depois (…) para uma breve análise que é, também, uma saudosa homenagem”.(3)
Para não fugir do Ortega- filósofo da circunstância e da razão vital- Jaguaribe procurará inicialmente ressaltar os pontos mais significativos de sua biografia. Destaca o fato do seu nascimento ao ter ocorrido em 1883 tornava seus predecessores os intelectuais da geração espanhola de 1898:

a geração que se viu bruscamente defrontada, naquele fatídico ano, com a humilhante derrota na guerra com os Estados Unidos, a perda do Império e a constatação de que os mitos de grandeza de que ainda se alimentava vinham, desde muitos séculos, se apartando cada vez mais da realidade espanhola e mundial”.(4)

A constatação do subdesenvolvimento da Espanha teria gerado dois modelos de reação. O primeiro deles cujo representante maior foi Unamuno e que buscava superar o sentimento de inferioridade mediante valoração de suas tradições e outro que buscou realizar a auto-crítica nacional, procurando nos valores estrangeiros “uma lúcida consciência da própria realidade”. Ortega seria o principal formulador desta corrente.
Unamuno buscava a redenção da Espanha através da restauração castiça do “sentimento trágico da vida”. Enquanto Ortega considerava a hispanidade não como um objetivo em si, mas sim, uma perspectiva. O objetivo seria a construção de uma Espanha moderna, européia, ocidental. Para Jaguaribe esse duplo compromisso com a Espanha e com o universalismo da cultura européia, “marcará toda a vida e a obra de Ortega”. (5) E essa urgência na ação levou-o a um engajamento político mais militante do que partidário, quando em 1914, por exemplo, criou a Liga de Educación Política de España ou em 1930, momento em que caía a monarquia espanhola e emergia o sonho republicado, e Ortega propunha a Agrupación al Servício de la República e como deputado participou, juntamente com outros intelectuais dos trabalhos das Cortes.
Mas as limitações da política concreta se mostravam em toda sua força e Ortega então abandona o parlamento e retorna a seus escritos. No cenário político que se inaugurava na Espanha dos anos de 1930, caracterizado pela intolerância, Ortega preferiu o silêncio e o exílio. Manteve-se, porém, ativo do ponto de vista da produção intelectual.
Depois dessas breves considerações acerca de questões de natureza biográfica, Jaguaribe procurou destacar o que considerava os pontos centrais das reflexões orteguianas. Para Jaguaribe “O Tema do Nosso Tempo’, título de um dos principais livros de Ortega, era também o tema central do próprio Ortega: a razão vital- razão que dá razão à vida. Dessa forma, o racio-vitalismo orteguiano representava um esforço para superar o idealismo kantiano. Para Ortega a realidade então, não era nem o mundo nem o eu , mas sim a coexistência do eu e do mundo. Esse relacionamento recíproco homem-mundo, através da vida, conduziu Ortega a integrar o sujeito e sua circunstância. “Eu sou eu e minha circunstância”. Em História como Sistema, Ortega explicitou seu entendimento sobre esta questão ao afirmar:

Todas as coisas sejam o que forem, são já meras interpretações que (o homem) se esforça a dar ao que encontra. O homem não encontra coisas, senão as põe e supõe. O que encontra são puras dificuldades e facilidades para existir (6) .

O perspectivismo, ou teoria dos pontos de vista, é outro dos temas formulados por Ortega que recebe destaque no prólogo realizado por Jaguaribe que ressaltava ser a teoria da perspectiva, para Ortega, uma dimensão fundamental de sua visão de mundo.

O mundo, precisamente, para ele se dá sempre em perspectiva e, no seu conjunto, constitui a agregação de todas as perspectivas, no espaço e no tempo. Esses perspectivismo abrange a totalidade das formas de compreensão do mundo, desde as espontâneas, da vida corrente, até às eruditas, da física ou da história. Na relatividade de Einstein, Ortega saudou a expressão cientificamente mais sofisticada do perspectivismo físico-cosmológico. Em Dilthey, como teórico da História, e nos grandes historiadores como Mommsem, Burckhardt ou Rostovzeff, as mais altas manifestações do perspectivismo histórico (7) .

Completando o quadro conceitual com o qual trabalha Ortega, a razão histórica seria o complemento necessário para compreensão da razão vital. Em a História como Sistema o próprio Ortega define o seu entendimento sobre a razão histórica ao afirmar:
O homem não tem natureza, tem história. Porque não se pode esclarecer o ontem sem o anteontem, e assim sucessivamente, a história é um sistema- o sistema das experiências humanas que formam uma cadeia inexorável e única (8) .

Com a razão histórica Ortega acreditava ter superado o dilema razão – história que se perpetuava desde os gregos, uma vez que até então a história era vista como não sendo racional e a razão não era histórica. O conceito de razão histórica, formulado por Ortega, era ratio, logos. Ao se opor à razão físico-matemática, Ortega não concedia licenças ao irracionalismo. Ao contrário,

a razão histórica é ainda mais racional, mais exigente que esta. A física renuncia a entender aquilo de que fala (…)a razão histórica, em troca, não aceita anda como mero fato, senão que fluidifica todo o fato no fieri de que provém: vê como se faz o fato(9) .

Para Jaguaribe a filosofia de Ortega conduzia a uma particular antropologia filosófica onde baseava seu entendimento da conduta humana. A vitalidade, que inserida no organismo, mas, cuja expressão se dá na fusão com a psique é característica universal do ser humano, mas assume em cada indivíduo características próprias. Essa forma de conceber a vida humana levou Ortega a construir uma teoria geral de valores, através da qual situava o problema da qualidade da vida a partir de dois critérios: a vida em si e a vida referida a valores. Nesse sentido, o homem é seu projeto. Este referido aos valores poderá ser nobre ou vulgar. A vida nobre é a vida a servido de algo válido que transcenda o sujeito. A vida vulgar é aquela puramente fisiológica.
Por fim, Jaguaribe procurará destacar a visão particular de Ortega acerca do político. Acentua que na sua concepção a respeito do homem político, Ortega retomará o conceito de vitalidade. E dessa forma concluía que para ser grande na ciência, arte ou no desempenho de qualquer atividade o homem necessitava dispor de abundante vitalidade. E para ele em nenhuma atividade o homem dependeria tanto da vitalidade como na política. Dessa forma, concluía Jaguaribe que o político deveria ser um transmissor coletivo de motivação e dinamismo, a partir de seus próprios excedentes de vitalidade. Assim, “o homem político é o que dispõe, para a tarefa de mobilização política dos demais, de maiores reservas de energia, capaz de mover a si mesmo e aos outros num irresistível impulso”.(10) A expressão deste tipo de homem Ortega encontraria em Mirabeau. E a originalidade de Ortega, acentua Jaguaribe, encontrava-se em ver em Mirabeau mais do que um político influente, via nele o paradigma de sua condição: Mirabeau ou o Político. E Ortega via isso não a partir das idéias e propostas de Mirabeau ( a monarquia constitucional) mas sim pela supervitalidade daquele homem turbulento voltado da mais fabulosa alma corporal, “que não sabia o que fazer da vida enquanto as circunstâncias o restringiam à área do privado e que, subitamente com a Revolução, encontrou um palco à altura de sua desmesurada vitalidade” .(11)
Jaguaribe após apreciação detalhada dos temas centrais do pensamento de Ortega e das teorias por ele formuladas conclui da importância de sua obra, a pesar dos aspectos controversos e criticáveis- como no geral ocorre com a obra de todo e qualquer pensador e cita os exemplos de Platão e Aristóteles. Faz essa advertência para, uma vez mais, declarar a genialidade de Ortega e ressaltar sua ampla cultura que o situa entre os mais brilhantes espíritos do nosso tempo. Apresenta sua obra, afirma Jaguaribe, “ademais da inevitável controversialidade de toda obra de pensamento, inegáveis desnível de qualidade”(12) . A propensão de Ortega para escritos de circunstância, como seus inúmeros artigos publicados em jornais, revistas, breves ensaios e conferências, levaram-no a trabalhar num nível de divulgação impressionista. Por outro lado, isto lhe permitiu uma amplitude e diversidade de escritos que um autor mais concentrado e perfeccionista não poderia alcançar.
Dos temas centrais de Ortega- razão vital, o tema historiológico e suas concepções sociológicas, Jaguaribe conclui que a razão vital padece de falácias epistemológicas e ontológicas que exigiriam sua reformulação, mas acentua, que Ortega trouxe uma contribuição importante ao enfatizar a “vida humana, como âmbito das experiências do homem e, por outro lado, como algo de vinculado à circunstância, marcado pela historicidade e apresentando a tessitura de um drama”(13) . Por outro lado, sua noção da razão histórica como uma “ratio do narrativo e do devenir da ciência histórica como um saber que exigem categorias organizatórias do dado histórico, constituem contribuições da maior importância e formam um patamar crítico-científico a partir do qual se pode ter um fértil prosseguimento. Já no tocante à contribuição de Ortega nos domínios da sociologia, Jaguaribe considera-as com menos elementos a serem destacados. Afirma serem importantes suas idéias acerca do relacionamento inter-subjetivo, na sociedade. Mas, a estrutura geral de sua sociologia é considerada idealista.
Feitas as críticas aos temas e noções da obra de Ortega, Jaguaribe uma vez mais conclui da importância do pensador e do fato desta importância ainda não ser devidamente reconhecida. Isto no entendimento de Jaguaribe se deve a “terrível dependência em que se encontra o prestígio de um pensador, relativamente ao âmbito cultural a que pertence:

O desprestígio da Espanha, as áreas da filosofia e da ciência, repercutiu negativamente sobre a imagem de Ortega. Com ele se passa o contrário do que ocorre com pensadores de países dotados de boa imagem cultural, como França, Inglaterra ou Alemanha, em que o crédito das respectivas culturas nacionais lhes aumenta a aceitação e a respeitabilidade. Ortega, ao revés, ele é que teve de tomar a seu cargo o soerguimento da imagem cultural de seu país.

Conclui afirmando o lugar de Ortega no cenário intelectual do século XX.

Pensador mais importante, a meu ver, que um Paul Ricoeur, um Grabriel Marcel ou um Jean P. Sartre, para citar figuras de naipe e estatura próximas, Ortega raramente é conhecido como tal fora do mundo hispânico e, seguramente, ainda não o é na própria França e nas áreas anglo-saxônicas, particularmente alheadas a tudo o que possa vir da Ibéria(14) .

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) Helio Jaguaribe de Mattos nasceu no Rio de Janeiro, em 1923, diplomando-se em Direito em 1946 pela Pontifícia Universidade Católica. Em 1956 participou da fundação do ISEB, uma instituição de estudos ligada ao Ministério da Educação e Cultura. Em 1964, com o golpe militar, afastou-se do país dirigindo-se aos Estados Unidos onde lecionou nas Universidades de Harvard (1964/66) e Stanford (1967/68) e no Massachusets Institute of Tecnology- MIT (1968/69). Retornou ao Brasil em 1969 ingressando na Universidade Cândido Mendes. Em 1979 fundou o Instituto de Estudos Políticos e Sociais, sendo seu decano até 2003, quando passou a função ao prof. Francisco Weffort. De abril a setembro de 1992 foi Ministro da Ciência e Tecnologia. É membro da Academia Brasileira de Letras. Cf. Hélio Jaguaribe “Breve Notícia sobre a própria obra”. In Alberto Venâncio Filho, Israel Klabin e Vicente Barreto( orgs.). Estudos em Homenagem a Helio Jaguaribe. São Paulo, Paz e Terra: 2000, pp. 105-129.
(2) Cf. Hélio Jaguaribe. In Alberto Venâncio Filho, Israel Klabin, Vicente Barreto. Estudos em homenagem a Helio Jaguaribe. Op. Cit., 2000, p.106-107.
(3) Cf Hélio Jaguaribe “Ortega: circunstância e pensamento “. In Ortega y Gasset História como Sistema. Mirabeau ou o Político. Trad. Brasília, UNB, 1982, p.3
(4) Ibidem, p. 4
(5) Ibidem.
(6) Ibidem, p 8
(7) Ibidem, p,10
(8) Ibidem, p. 43.
(9) Hélio Jaguaribe. “Prólogo”. Op. Cit. p. 12.
(10) Ibidem, p. 17
(11) Ibidem, p. 17.
(12) Ibidem, p. 24.
(13) Ibidem, p. 25
(14) Ibidem, p. 25

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