Einstein: o viajante da relatividade na América do Sul

FICHA TÉCNICA
Autor: Alfredo Tiomno Tolmasquim
Título: Einstein: o viajante da relatividade na América do Sul
Editora: Vieira & Lent
Cidade: Rio de Janeiro
Ano: 2003
Número de páginas: 256
Prefácio: José Leite Lopes
Posfácio
Tradutor
Descrição física completa: brochura costurado, capa mole, ilustrado
Preço: R$ 42,00
Fonte de consulta do preço: http://www.livrariacultura.com.br

Categoria da obra:
Ficção ( ); Não-ficção ( X ); Referência ( )

Público-Alvo:
Leitor Iniciante( ); Leitor Médio ( X ); Leitor Avançado ( )
Observações: linguagem direta e envolvente que mantém a atenção e o interesse do leitor.

RESUMO
Em 1925, aceitando o convite de universidades e associações judaicas, Einstein visitou a Argentina, o Uruguai e o Brasil, anotando em seu diário impressões que os países, as instituições e as pessoas lhe causaram. Nas páginas de Einstein: o viajante da relatividade na América do Sul, o autor, Alfredo Tiomno Tolmasquim, apresenta, além dos registros de Einstein em seu diário, outros documentos que dão conta dos bastidores da viagem, tais como o financiamento, as condições e exigências do cientista para aceitar o convite, bem como os motivos que levaram-no a vir apresentar a Teoria da Relatividade nos trópicos.

SOBRE O AUTOR
Alfredo Tolmasquim é pesquisador titular e diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins/MAST, no Rio de Janeiro, onde desenvolve estudos sobre a história da ciência no Brasil. É também pesquisador visitante do Instituto Max Planck de História da Ciência, em Berlim, Alemanha, e Secretário da Comissão de Bibliografia e Documentação da Divisão de História da Ciência da Sociedade Internacional de História e Filosofia da Ciência. Começou a trabalhar sobre a visita de Einstein à América do Sul durante seu pós-doutorado na Universidade Hebraica de Jerusalém, em 1993, e desde então tem realizado palestras e publicado artigos em revistas científicas sobre o tema.
Fonte: http://www.vieiralent.com.br/einsteinautor.htm, acessado em 05.03.09, às 15 h.

FRASE DO NARRADOR – “A pergunta que minha mente formulou foi respondida pelo ensolarado céu do Brasil.” (Albert Einstein)

TEXTO NARRATIVO
Um eclipse solar, observado em Sobral (CE), em 29 de maio de 1919, permitiu a comprovação de fatos previstos pela Teoria Geral da Relatividade formulada por Albert Einstein (1879-1955) e publicada em 1916. Também em 1919, o Prêmio Nobel de Física deu notoriedade ao cientista de origem judaica, nascido na Alemanha, porém de cidadania suíça.
Considerado traidor pelos nacionalistas germânicos devido a suas posições pacifistas e pela renúncia à cidadania alemã, Einstein, por outro lado, manifestou-se contrariamente ao tratado de paz posterior à Primeira Guerra Mundial que condenava a Alemanha a arcar com pesadas indenizações aos países vitoriosos. Entretanto, aderiu ao projeto de construção de um estado judeu na Palestina apoiado pela Inglaterra. Assim, enquanto a comunidade acadêmica se interessava por seu trabalho científico, o movimento sionista via em Einstein um porta-voz de suas reivindicações e os simpatizantes do II Reich o rejeitavam.
Um convite, feito no final de 1923, para ministrar cursos e palestras nas universidades argentinas, trouxe o cientista à América do Sul em princípios de 1925. É a partir das notas do diário de Einstein, correspondências e outros documentos que Alfredo T. Tolmasquim reconstituiu todo o trâmite diplomático como também a articulação de associações judaicas e germânicas locais para viabilizar tal viagem. Nesse aspecto, a extensão da visita ao Brasil e ao Uruguai se deu por intermédio da Associação Hebraica de Buenos Aires que conseguiu a adesão da Hebraica brasileira e da Universidade de Montevidéu ao projeto, tornando possível o encontro de Einstein com a comunidade científica do Brasil e do Uruguai.
Nos trinta dias em que permaneceu na Argentina, Einstein foi submetido a uma maratona de compromissos que o deixou extremamente cansado; comparou Buenos Aires a uma mini Nova York e lamentou não terem deixado espaço em sua agenda para conhecer a cidade. Na semana que passou em Montevidéu, observou uma verdadeira cordialidade no povo e considerou o Uruguai uma “terrinha feliz”, inclusive com uma avançada legislação social e trabalhista. No Rio de Janeiro, ficou impressionado com a beleza das paisagens, mas concluiu que o clima quente e úmido da cidade não era adequado ao europeu, especialmente o alemão. Registrou em seu diário que o consideravam um elefante branco e ele, por seu turno, estava diante de um bando de tolos mas em todos os momentos se manteve atencioso e gentil.
Além de apresentar um esboço biográfico de Albert Einstein e seu apoio à implantação do Estado de Israel, a narrativa de Alfredo T. Tolmasquim revela, ainda, o processo de fragmentação que a sociedade humana começou a experimentar mais intensamente em meados do século XIX e que, no princípio do século XX, atingia até a ciência que produzia soluções particulares para cada fenômeno observado.

CAMPO BIBLIOGRÁFICO DO AUTOR DO LIVRO
Jornais e Periódicos: A Noite; Aonde Vanos?; Correio Paulistano; Das Idische Vochemblat; Jornal do Brasil.
Arquivos e Referências: Revista da Academia Brasileira de Sciencias; Revista de la Universidad de Buenos Aires; Revista Fon-Fon; Semanario Hebreo
Publicações:
Academia Brasileira de Letras. Professor Albert Einstein: uma visita ao Brasil e homenagens recebidas durante sua estada no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. Jornal do Comércio, 1925.
Academia Nacional de Ciencias Exactas, Fisicas y Naturales. A 70 años de la visita de Albert Einstein: Preguntas e respuestas sobre aspectos entonces desconocidos de la Física Moderna. Buenos Aires: Academia Nacional de Ciencias Exactas, Fisicas e Naturales, 1995.

DADOS DO AVALIADOR
NOME: Paulo De Vincentis
FORMAÇÃO: Graduando em História na Universidade Federal de São Paulo
CAMPO DE ATUAÇÃO
ÁREA PRINCIPAL
ORIENTADORA: Profª. Drª. Ana Lúcia Lana Nemi

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