Os Caduveos, de Guido Boggiani

FICHA TÉCNICA
Autor: Guido Boggiani
Título: Os Caduveos
Editora: Livraria Itatiaia Editora/Editora da Universidade de São Paulo
Cidade: Belo Horizonte
Ano: 1975
Número de páginas: 307
Prefácio: G. A. Colini
Posfácio: Não há
Tradutor: Amadeu Amaral Júnior
Descrição física completa: Capa mole, páginas costuradas, 18 x 27 cm, 116 imagens em preto e branco.
Preço: R$35,00
Fonte de consulta do preço: Livraria Cultura

Categoria da obra:
Ficção ( ); Não-ficção (X); Referência ( )

Público-Alvo:
Leitor Iniciante ( ); Leitor Médio (X); Leitor Avançado ( )
Observações: Leitura simples, acessível. O autor utiliza uma linguagem informal.

RESUMO
A viagem feita pelo italiano Guido Boggiani em 1892 ao Brasil, à tribo dos índios Caduveos (sul de Mato-Grosso), tinha como principal objetivo obter couro de cervo em troca de outras mercadorias. Porém, a jornada que deveria durar apenas alguns dias, acaba por durar quase três meses, de janeiro a abril. Durante o tempo que passou com os Caduveos Boggiani anotou, diariamente, os acontecimentos da aldeia, mostrando, assim, hábitos, modos e cultura desses índios.

FRASE DO NARRADOR – “… visto que a montanha não vem a mim, irei eu à montanha.” (p. 102)

TEXTO NARRATIVO
Desde o início de seus relatos Boggiani descreveu muito detalhadamente a vegetação por onde passou, mostrando ter conhecimento da mesma. Fez inclusive pinturas das paisagens que julgou belas.
Boggiani descreveu o tempo que passou com os índios a partir do capítulo cinco, dentre oito, intitulado “O Nalique e o Caduveo”. Assim que chegou a aldeia, chamada de Nalique, fez observações sobre o vício pela pinga que os índios possuíam, escrevendo duras críticas aos colonizadores espanhóis e portugueses que levaram tal vício aos “selvagens”. Boggiani relatou também sua crença de que os Caduveos seriam o fim de uma grande civilização fadada ao desaparecimento.
É curiosa a admiração do italiano pelos ornamentos pintados pelas mulheres em utensílios e também no corpo, tendo ele adquirido alguns pratos, pentes e outros objetos. As mulheres são dessa forma constantemente elogiadas por ele no livro, pelas suas habilidades em pintar, desenhar, fazer objetos de barro e pelos seus modos finos e recatados. Boggiani também escreveu bastante sobre o cotidiano da aldeia, as plantações, as atividades atribuídas aos homens e mulheres, a higiene dos índios e suas características físicas.
As diversões dos Caduveos também foram descritas com grande minúcia. Os jogos, como a peteca, e as danças fazem parte dessas diversões, das quais muitas vezes o próprio autor participou. Este é outro ponto de grande importância. Boggiani se sentia à vontade em meio aos Caduveos, ao ponto de participar de seus jogos, de usar suas roupas e comer com eles, mostrando assim um grande entrosamento com os hábitos e costumes deles. Dessa forma a comparação com os modos europeus pouco aparece na obra do escritor italiano.
Guido Boggiani mostra um Brasil que não é o da grande cidade do século XIX. O livro Os Caduveos traz informações, principalmente sobre a cultura, que são de grande importância para a compreensão e estudo desses índios, estando entre os grandes relatos etnográficos de índios brasileiros.

CAMPO BIBLIOGRÁFICO DO AUTOR DO LIVRO
Cita História Natural, de Figuiera.

DADOS DO AVALIADOR
NOME: Renée Barbieri Cordeiro
FORMAÇÃO: Graduanda em História na Universidade Federal de São Paulo
CAMPO DE ATUAÇÃO
ÁREA PRINCIPAL

Autora do parecer: _____________________________
Renée Barbieri Cordeiro

Orientadora: __________________________
Ana Lúcia Lana Nemi

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