Imagens do Brasil, de Von Koseritz

FICHA TÉCNICA
Autor: Carl Von Koseritz
Título: Imagens do Brasil
Editora: Editora Itatiaia/Editora da Universidade de São Paulo
Cidade: Belo Horizonte
Ano: 1980
Número de páginas: 305
Prefácio: Afonso Arinos de Melo Franco
Posfácio: Não há
Tradutor: Afonso Arinos de Melo Franco
Descrição física completa: Capa mole, páginas costuradas, 17 x 23 cm, não há imagens.
Preço: R$30,00
Fonte de consulta do preço: Livraria Cultura

Categoria da obra:
Ficção ( ); Não-ficção (X); Referência ( )

Público-Alvo:
Leitor Iniciante( ); Leitor Médio (X); Leitor Avançado ( )
Observações: Linguagem simples, acessível. O autor utiliza uma linguagem informal.

RESUMO
O alemão Carl Von Koseritz chegou ao Brasil em 1851 e se estabeleceu no Rio Grande do Sul, onde constituiu família e carreira, na imprensa e na política. Ficou no país até 1890, ano em que faleceu. Foi nesse período, entre abril e novembro de 1883, que escreveu Imagens do Brasil, durante uma viagem a trabalho que fez ao Rio de Janeiro. Escrevendo principalmente sobre essa cidade, Koseritz relatou em cartas seu cotidiano, impressões e pensamentos.

FRASE DO NARRADOR – “O Rio é realmente uma cobra de lindas cores, cheia de veneno.” (p. 217)
TEXTO NARRATIVO
Koseritz iniciou seus relatos desde a saída do navio, descrevendo detalhadamente os portos e cidades que visitou, bem como a geografia e natureza dos mesmos, durante a viagem de ida ao Rio de Janeiro.
Em sua estadia no Rio de Janeiro, o alemão relatou importantes informações, como, por exemplo, a cena política da época e a atuação da imprensa, que ele coloca como “especulativa”, incapaz de exercer influência política e interessada somente em vender exemplares. Sua minuciosa descrição das principais ruas da cidade (como a Rua do Ouvidor e a Rua dos Ourives), das lojas, e até de eventos e exposições proporciona uma maior percepção da sociedade carioca da segunda metade do século XIX. Descreve, também, importantes instituições que o deixam muito admirado, como o Museu (não especificado), a Casa da Moeda e a Biblioteca Nacional.
É curioso notar que não há um estranhamento dos modos e hábitos brasileiros, apesar da condição de estrangeiro do autor e, conseqüentemente, da constante comparação destes modos e hábitos com aqueles dos europeus. Fica explícito que Koseritz gosta do Brasil, tomando o país, e principalmente o Rio Grande do Sul, como sua “segunda pátria”, como se pode notar no seguinte trecho: “… eu não pressentia que (…) seria para mim uma segunda pátria, a que eu me apegaria com todo o amor do meu coração e pela qual eu trabalhei como se ela fosse a terra do meu nascimento!” (p. 16). Em contrapartida o autor deixou igualmente claro que não admirava o Rio de Janeiro, mas acabou por se acostumar com a cidade.
Muitos acontecimentos marcantes são descritos pelo autor, como o seu encontro com o Imperador D. Pedro II, a quem não economizou elogios, a visita do Príncipe Henrique da Alemanha ao Rio de Janeiro, e até a possibilidade da imigração chinesa como substituição da mão-de-obra escrava, idéia a que Koseritz se opôs ferozmente.
As impressões de Carl Von Koseritz se mostram de grande importância para o estudo da História do Brasil em relação a outros viajantes que pelo país passaram no século, e que também deixaram seus relatos. Com abordagens sobre a sociedade, cultura, política e economia, Imagens do Brasil figura entre os principais relatos de viajantes do século XIX.

CAMPO BIBLIOGRÁFICO DO AUTOR DO LIVRO
O autor cita alguns escritores como Goethe, Byron, Spinoza, Shakespeare e Darwin, mas não estabelece diálogo.

DADOS DO AVALIADOR
NOME: Renée Barbieri Cordeiro
FORMAÇÃO: Graduanda em História na Universidade Federal de São Paulo
CAMPO DE ATUAÇÃO
ÁREA PRINCIPAL

Autora do parecer: ____________________________
Renée Barbieri Cordeiro

Orientadora: __________________________
Ana Lúcia Lana Nemi

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: