Cem dias entre o céu e o mar, de Amyr Klink

FICHA TÉCNICA
Autor: Amyr Klink
Título: Cem dias entre céu e mar
Editora: Companhia das Letras
Cidade: São Paulo
Ano: 2005
Número de páginas: 159
Prefácio: Não há.
Posfácio: Não há.
Tradutor: Não há.
Descrição física completa: Capa mole, não há imagens, 12,5 cm x 18 cm, páginas costuradas.
Preço: R$19,00
Fonte de consulta do preço: Livraria Cultura

Categoria da obra:
Ficção ( ); Não-ficção (X); Referência ( )

Público-Alvo:
Leitor Iniciante ( ); Leitor Médio (X); Leitor Avançado ( )
Observações: Linguagem simples, acessível e informal, com termos náuticos, mas o livro conta com um glossário.

SOBRE O AUTOR
Amyr Klink nasceu em São Paulo no ano de 1955. Formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, Amyr Klink se destacou pelas suas longas expedições marítimas, que geralmente empreende sozinho. A primeira dessas viagens é relatada por Amyr no livro Cem dias entre céu e mar.

RESUMO
O relato descrito em Cem dias entre céu e mar por Amyr Klink, mostra a expedição feita por esse navegador e autor. A viagem iniciou-se no dia 10 de Junho e terminou no dia 18 de Setembro de 1984, e durante esse período Klink atravessou o Atlântico Sul, tendo como partida o porto de Lüderitz, na Namíbia, e como chegada Salvador, na Bahia.

FRASE DO NARRADOR – “… a natureza é infinitamente mais forte do que o homem…” (p. 17)

TEXTO NARRATIVO
Durante o tempo que ficou no mar, entre a África e o Brasil, Amyr Klink escreveu sobre seu dia-a-dia no pequeno barco a remo, que percorreu cerca de 6500 quilômetros, os temores e sentimentos da vida em alto mar, os preparativos da viagem e os problemas que ocorreram durante a expedição.
No relato de sua viagem, que empreendeu sozinho, Klink escreveu muito sobre a sua relação com a natureza a sua volta e o respeito que tinha por ela. Peixes dourados que acompanharam o barco a remo por boa parte da viagem, a inesperada visita de baleias e até de tubarões no meio da noite, assim como as gaivotas e as ondas foram as únicas companhias do viajante durante cem dias: “E, assim, entre discussões e mal-entendidos com as ondas, passei a conviver suportavelmente com os seus humores. Senti que não deveriam ser xingadas quando me enfurecia, pois sempre respondiam à altura.” (p. 77).
Outra questão recorrente no livro é a da solidão. Amyr Klink escreveu seus temores com relação ao mau tempo do mar e ao esgotamento de provisões de viagem, mas, curiosamente, a solidão não faz parte desses temores: “E, isolado, também não estava. Ao redor, tudo era sinal de vida. Gaivotas e aves marinhas de todo tipo, as ondas com quem discutia, pilotos e fiéis dourados aumentando dia a dia. (…) Tudo, menos solidão!” (p. 108).
O relato de Amyr Klink mostra os novos medos e objetivos do viajante moderno em relação ao viajante dos séculos passados. Os temas abordados por Amyr Klink no livro Cem dias entre céu e mar e os caminhos percorridos pelo navegador colaboram para uma análise mais profunda do ato de viajar nos dias de hoje, além de proporcionar uma envolvente leitura.

CAMPO BIBLIOGRÁFICO DO AUTOR DO LIVRO
O autor cita L’Atlantique à bout de bras, de D’Aboville e La Fontaine.

DADOS DO AVALIADOR
NOME: Renée Barbieri Cordeiro
FORMAÇÃO: Graduanda em História pela Universidade Federal de São Paulo
CAMPO DE ATUAÇÃO
ÁREA PRINCIPAL

Autora do parecer: __________________________
Renée Barbieri Cordeiro

Orientadora: _____________________________
Ana Lúcia Lana Nemi

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